Anarquia e Comunismo (1880) – Carlo Cafiero

Traduzimos Anarquia e Comunismo, outro grande clássico comunista libertário, escrito por Carlo Cafiero, autor também de um famoso compêndio de O Capital – Crítica da Economia Política, de Marx. Abaixo, alguns trechos da tradução:

“O comunismo é a tomada de posse, em nome de toda humanidade, de toda riqueza existente no mundo. O comunismo será o gozo de toda riqueza existente por todos os homens e segundo o princípio: de cada um segundo suas faculdades, para cada um segundo suas necessidades, quer dizer: de cada um e para cada um de acordo com sua vontade.

[…] nós queremos que toda a riqueza existente seja tomada diretamente pelo próprio povo, que ela seja mantida por suas mãos possantes, e que ele próprio decida a melhor maneira de gozá-la, seja pela produção, seja pelo consumo.
Mas nos perguntam: o comunismo é praticável? Teremos produtos suficientes para possibilitar à cada um o direito de usá-los à vontade, sem exigir dos indivíduos mais trabalho do que eles gostariam de fazer?
E respondemos: sim. Certamente será possível aplicar esse princípio: de cada um e à cada um conforme sua vontade, porque, na sociedade futura, a produção será tão abundante que não haverá qualquer necessidade de limitar o consumo, nem de exigir dos homens mais trabalho do que eles podem ou querem fazer.”
“[…] é preciso ter em conta a imensa economia que será feita dos três elementos do trabalho: a força de trabalho, os instrumentos e as matérias primas, que são terrivelmente desperdiçados hoje, porque são empregados na produção de coisas absolutamente inúteis, sem falar das que são nocivas à humanidade.”
“A concorrência, a luta, é um dos princípios fundamentais da produção capitalista, que tem por lema: mors tua vita mea, tua morte é minha vida. A ruína de um faz a fortuna de outro. E essa luta encarniçada se dá de país contra país, de região contra região, de indivíduo contra indivíduo, entre trabalhadores assim como entre capitalistas. É uma guerra mortal, um combate sob todas as formas: corpo à corpo, bandos, esquadrões, regimentos, exércitos. Um operário encontra trabalho onde outro o perde; uma ou várias indústrias prosperam enquanto outras perecem.
Pois bem, imagine quando, na sociedade futura, esse princípio individualista da produção capitalista, cada um por si e contra todos e todos contra cada um, for substituído pelo verdadeiro princípio da sociabilidade humana: cada um por todos e todos por cada um. Que imensa mudança obteríamos nos resultados da produção! Imagine o aumento da produção quando cada homem, ao invés de ter que lutar contra todos os outros, for apoiado por eles, que serão tratados não como inimigos, mas como cooperadores. Se o trabalho coletivo de dez homens alcança resultados absolutamente impossíveis para um homem isolado, quão grandes serão os resultados obtidos pela imensa cooperação de todos os homens que, hoje, trabalham hostilmente uns contra os outros? […]”
“E é graças a essa abundância que o trabalho perderá o caráter servil para ter somente o atrativo de uma necessidade moral e física, tal como a de estudar, de viver com a natureza.”
“Desse modo, nós podemos afirmar que o comunismo não só é possível, mas necessário. Não só podemos ser comunistas, mas é preciso que sejamos sob pena de perder o objetivo da revolução.
Com efeito, depois de pôr em comum os instrumentos de trabalho e as matérias primas, caso conservemos a apropriação individual dos produtos do trabalho, seríamos forçados a conservar a moeda e, portanto, uma acumulação maior ou menor de riqueza segundo um maior ou menor mérito – ou melhor, habilidade – dos indivíduos. A igualdade assim desapareceria, pois aqueles que conseguirem adquirir mais riquezas seriam por isso mesmo elevados acima do nível dos outros. […].

Mas a atribuição individual dos produtos restabeleceria não só a desigualdade entre os homens, ela restabeleceria ainda a desigualdade entre os diferentes tipos de trabalho. Veríamos reaparecer imediatamente o trabalho “limpo” e o trabalho “sujo”, o trabalho “superior” e o trabalho “inferior”: o primeiro seria feito pelos mais ricos, e o segundo seria destinado aos mais pobres. Então, não seria mais a vocação e o gosto pessoal que determinariam alguém a se dedicar a um tipo de atividade ao invés de outro: seria o interesse, a esperança de ter vantagens em tal profissão. Assim, renasceriam a indolência e a diligência, o mérito e o demérito, o bem e o mal, o vício e a virtude e, por consequência, de um lado a recompensa e de outro a punição – a lei, o juiz, a polícia e a prisão.
Há socialistas que persistem em defender a ideia de atribuição individual dos produtos do trabalho alegando valorizar o sentimento de justiça.
Que estranha ilusão! Com o trabalho coletivo, que nos coloca a necessidade de produzir em massa e aplicar máquinas em grande escala, e com o sempre crescente fato de o trabalho moderno se basear no trabalho acumulado das gerações passadas, como poderíamos distinguir qual a parte do produto que cabe à uma pessoa da parte que cabe à outra pessoa? É absolutamente impossível, e nossos adversários reconhecem isso tão bem que eles terminam dizendo: “Tudo bem, nós tomaremos como base para a repartição as horas de trabalho”; mas, ao mesmo tempo, eles próprios admitem que isso seria injusto, porque três horas de trabalho de Pedro podem valer cinco horas de trabalho de Paulo.”
“Não se pode ser anarquista sem ser comunista. De fato, a mínima ideia de limitação já contém em si os germes do autoritarismo. Ela não pode se manifestar sem engendrar imediatamente a lei, o juiz, a polícia.”

Sobre a troca (1858) – Joseph Déjacque

Traduzimos Sobre a troca, um clássico comunista libertário, escrito por Joseph Déjacque, o criador da própria palavra “libertário” (palavra que sempre foi sinônimo de comunista anarquista até que a classe proprietária – milionários e burocratas particulares e estatais -, começou a tentar roubá-la para nos impor a crendice absurda de que “liberdade” é a tirania totalitária chamada empresa e mercado).

Alguns trechos:

“[…] Na comunidade anárquica, […] cada um é livre para produzir e consumir à vontade e segundo suas fantasias sem controlar nem ser controlado por ninguém, e o equilíbrio entre a produção e o consumo se estabelece naturalmente, não mais pela detenção preventiva e arbitrária por uns ou por outros, mas pela livre circulação das capacidades e das necessidades de cada um. Os fluxos humanos não necessitam de diques; deixemos as marés passarem livres: a cada dia, elas reencontram o seu nível!”

“Primeiramente, em princípio, o trabalhador tem direito ao produto de seu trabalho?[…]

Por exemplo, suponha que há um alfaiate, ou um sapateiro. Ele produz muitas roupas e muitos pares de sapato. Ele não pode consumi-los todos de uma vez. Talvez, além disso, não sejam do seu tamanho e nem conformes a seu gosto. Evidentemente, ele só os fez porque é sua profissão fazê-los, e em vistas de trocar por outros produtos de que ele sente a necessidade; e assim é com todos os trabalhadores. As roupas e sapatos que ele produz não são posses dele, porque para ele não tem nenhum uso pessoal;mas são uma propriedade, um valor que ele monopoliza e que ele dispõe conforme seus caprichos, que ele pode à rigor destruir se lhe apraz, que ele pode no mínimo usar e abusar se assim quiser; seja como for, é uma arma para atacar a propriedade dos outros, nessa luta de interesses divididos e antagônicos, onde cada um é entregue a todas as sortes e azares da guerra.

Além disso, esse trabalhador, em termos de direito e justiça, é bem justificado para se declarar o único produtor do trabalho feito por suas mãos?  Ele criou algo do nada? Ele é onipotente? Ele possui o conhecimento manual e intelectual de toda a eternidade? Sua arte e profissão lhe é inata? Operário, ele saiu totalmente equipado do ventre de sua mãe? É unicamente filho de suas obras? Ele não é em parte obra de seus predecessores e obra de seus contemporâneos? Todos aqueles que lhe mostraram como manusear a agulha e a tesoura, a faca e o furador, que o iniciaram de aprendizagem em aprendizagem até o grau de habilidade que alcançou, todos eles não tem algum direito à uma parte de seu produto? As sucessivas inovações das gerações anteriores também não tiveram parte nessa produção que ele fez? Ele não deve nada à geração atual? Ele não deve nada à geração futura? É justo que ele acumule então em suas mãos os títulos de todos esses trabalhos acumulados e se aproprie exclusivamente dos benefícios?”

“Se se admite o princípio da propriedade do produto pelo trabalhador […], conforme um certo produto seja mais ou menos procurado, um certo produtor será mais ou menos lesado, mais ou menos beneficiado. A propriedade de um não pode aumentar senão em detrimento da propriedade de outro – a propriedade necessita de exploradores e explorados. Com a propriedade do produto do trabalho, a propriedade democratizada, isso não será mais a exploração da maioria pela minoria, como é com a propriedade do trabalho pelo capital, a propriedade monarquizada; mas ainda assim será exploração da minoria pela maioria. Será sempre a iniquidade, a divisão dos interesses, a concorrência inimiga, com desastres para uns e sucessos para outros. […]”

“[…] No dia em que se compreender que o organismo social deve ser transformado não sobrecarregando com complicações, mas o simplificando; no dia em que não se buscar mais demolir uma coisa para a substituir por outra similar, renomeando e multiplicando, nesse dia ter-se-á destruído da base ao topo o velho mecanismo autoritário e proprietário, e ter-se-á reconhecido a insuficiência e a nocividade tanto do contrato individual quanto do contrato social. Então o governo natural e a troca natural – o governo natural, isto é, o governo do indivíduo pelo indivíduo, de si mesmo por si mesmo, o individualismo universal, o si-humano [moi-humain] se movendo livremente no todo-humanidade [tout-humanité]; e a troca natural, quer dizer, o indivíduo trocando de si mesmo consigo mesmo, sendo ao mesmo tempo produtor e consumidor, co-operário e co-herdeiro do capital social, a liberdade humana, a liberdade infinitamente divisível na comunidade dos bens, na indivisível propriedade – então, vos digo, o governo natural, a troca natural, organismo movido pela atração e pela solidariedade, se elevarão majestosos e benéficos no coração da humanidade regenerada. Então, o governo autoritário e proprietário, a troca autoritária e proprietária, maquinação sobrecarregada de intermediários e de signos representativos cairá solitária e abandonada no leito seco da antiga arbitrariedade.

Link para o texto completo:  
Sobre a troca (1858) – Joseph Déjacque



Outros clássicos que traduzimos:

Contra o patriotismo – contra o nacionalismo – abaixo as fronteiras nacionais!

Pertencer a uma pátria ou nação parece algo natural, dado. As pátrias ou nações supostamente surgiram como reconhecimento do fato  “óbvio”  de que o mundo é naturalmente dividido em diferentes povos que compartilham, cada um, uma mesma história, tradição, língua, cultura ou religião desde tempos imemoriais.

No entanto, isto é puro mito. A história nos mostra amplamente e sem sombra de dúvidas que todas as características nacionais ( história, tradição, língua, cultura ou religião) estão longe de serem algo “natural”. Elas nada mais foram do que o resultado da concorrência (militar e comercial) encarniçada e sangrenta entre as diversas classes dominantes  por demarcar territórios e instaurar seus Estados, submetendo a população por toda parte para usá-la como bucha de canhão nas guerras empresariais e bélicas que as próprias classes dominantes travam entre si. A língua, a cultura, a tradição e a história que parecem hoje “dados da natureza” que demarcam  os povos em diferentes nações, na realidade foram impostos pela força bruta. São puras artificialidades.

Acumulação do capital é acumulação da força bruta: assim surgiram as nações

Antes dos Estados-nações, os Estados se limitavam ao tamanho de cidades, isto é, eram cidades-Estados, sempre vizinhas de outras com uma miríade de línguas e culturas. Os impérios (como o império romano, chinês e egípcio) em geral nada mais eram do que um reino de uma cidade-Estado que cobrava tributos dos reinos de outras cidades-Estados por eles submetidas pela força bruta. As vezes, uma cidade-Estado imperial conseguia impor uma única língua e cultura sobre outras cidades-Estados. Por exemplo, o latim dos romanos foi imposto a quase todas as cidades do sul da Europa  (latim que, de tanto ser falado “errado” após a queda do império, deu origem ao português, francês, italiano…). Porém, não havia ainda nações propriamente falando.

A necessidade de instituir Estados tão poderosos que eram como que entidades abstratas capazes de impor um poder armado sobre territórios que abrangiam não só mais de uma cidade, como também tendiam a se expandir indefinidamente para regiões cada vez mais amplas do mundo decorreu do surgimento de um novo tipo de classe dominante que não identifica mais seu poder com uma cidade ou reino específico. Essa nova classe se identifica pela necessidade de expansão  sem restrição da acumulação do capital pelo planeta inteiro – o que implicava a necessidade de uma correspondente ampliação e monopolização do poder armado (Estado) como nunca antes visto, sobre territórios cada vez maiores e independentemente de cidades específicas. O Estado-nação foi criado pelas necessidades de acumulação da classe capitalista.

O primeiro e mais primitivo ensaio de Estado-nação, os reinos-impérios multicontinentais de Espanha e Portugal (século XVI), foi impulsionado e financiado pela necessidade dos capitalistas comerciais das cidades-Estados italianas (Gênova, por exemplo) por proteção e poder armado para impor negociações em mercados  cada vez mais lucrativos e mais amplos (abrangendo potencialmente o mundo inteiro), com o fito de vencer a concorrência com seus pares de classe, de modo a garantir para si lucros cada vez maiores.

Mas como o motor da acumulação do capital é a competição,  logo a seguir  (século XVII)  surgiu outra nação concorrente, as Províncias Unidas (Holanda), que reunindo um monopólio de poder armado marítimo nunca antes visto na história, conseguiu vencer a guerra contra a Espanha e conquistar  o controle de rotas comerciais muito mais lucrativas (Ásia) do que seu concorrente.

Desde o primitivo sucesso  lucrativo de ensaio de Estado-nação, o capital financiou o surgimento de nações, isto é, acumulações abstratas de poder armado, inicialmente por toda a Europa, e depois no mundo inteiro,  sempre na expectativa, a cada momento, de fazer surgir melhores possibilidades  de maximilizar a acumulação do seu capital de modo a vencer a concorrência com  outros capitais já estabelecidos. Assim, enchendo o mundo de fronteiras, foi estabelecido o mercado mundial.

A guerra generalizada passou a ser rotina periódica, plasmando a cada convulsão bélica as fronteiras entre nações até chegar às fronteiras que existem atualmente no mundo inteiro e até chegar a uma mesma e  homogênea  língua ou cultura imposta sobre a população dos respectivos territórios nacionais.

“Se a corja vil cheia de galas nos quer à força canibais, logo verão que as nossas balas são para os nossos generais” (trecho de A Internacional)

Em suma, não há absolutamente nenhum argumento honesto que justifique que defendamos qualquer nação ou pátria. Muito pelo contrário: defender a pátria, qualquer que seja, sempre e em qualquer caso, é sacrificarmo-nos para defender nossos próprios opressores (é ser bucha de canhão deles, que nunca vão eles mesmos à carnificina dos campos de batalha), e pior ainda, é trair e assassinar nossos irmãos de classe do outro lado das fronteiras estabelecidas pelos mesmos opressores.

A solidariedade é nossa única arma. Sem ela somos sempre perdedores diante da classe dominante, que nos divide dentro de empresas e nações em concorrência, fazendo-nos sujeitar a seus ditames.  Todo proletário em luta contra seus opressores, em qualquer lugar, é um aliado.  O proletariado não tem pátria. Isso se chama “internacionalismo proletário”.

Só é possível parar de sermos perdedores quando, em todos os lugares, nos solidarizamos e estabelecemos relações sociais que ultrapassam e minam toda divisão em empresas e todas as fronteiras nacionais. Ou seja, nem mais nem menos do que estabelecer a livre associação dos indivíduos em escala mundial, isto é, o comunismo, a sociedade sem classes, sem hierarquia, sem Estado. Trata-se de instaurar a comunidade mundial que, suprimindo a propriedade privada e as fronteiras, liberta os meios de produção e de vida e disponibiliza-os gratuitamente para a população em livre associação usá-los na expressão e desenvolvimento universal de seus sentidos, desejos e aptidões: artísticas, culinárias, arquitetônicas, urbanistas, amorosas, racionais, nômades, técnicas, numa conflituosidade lúdica generalizada que supera e torna impossível a velha e  suicida concorrência bélica e capitalista.

O nacionalismo continua a enganar os despossuídos porque qualquer outra perspectiva que não a defesa de sua própria exploração (a união com seus próprios patrões contra outros despossuídos) ainda lhes parece irrealista (utópica) e vazia. Concorrendo entre si para serem explorados por seus patrões (na esperança de um dia eles mesmos ascenderem como patrões), eles identificam outros explorados concorrentes como se fossem a causa de sua própria exploração e desemprego, e se tornam presa fácil de ideologias de ódios étnico e xenofobia que faz deles um rebanho facilmente manipulável pelos proprietários (que, bastando quererem, lançá-los-ão ao matadouro da guerra na primeira oportunidade). Enquanto não romperem com isso, enquanto não identificarem o verdadeiro inimigo (a classe dominante de seu próprio país tanto como a de todos os países), e enquanto não se solidarizarem e se associarem contra e além das empresas e fronteiras para lutar, sua exploração e condições de vida não apenas vão sempre inevitavelmente se agravar a cada dia, como também permanecerão um rebanho “prontinho” para os patrões jogarem no açougue da guerra a qualquer instante.

Humanaesfera, 15/11/2012

Leia também:
 

Anatomia do rebanho: competição e massificação

Competição presupõe massificação.

A massificação ocorre quando todos almejam o mesmo fim. Daí, quanto mais há massificação, mais há competição, luta pela mesmo fim. A competição surge da massificação.

Massificação e competição são dois lados da mesma moeda: a renúncia a determinarmos nossos próprios fins para nos sujeitarmos aos fins determinados por outros.

Quanto mais alguém compete, mais é massificado, menos tem poder sobre si mesmo e mais se submete a um fim alheio.

Massificação/competição é a base fundamental para a dominação. Pois a medida que não buscamos nossos próprios fins singulares e únicos, buscamos fins determinados por outros, e nos sujeitamos aos dominadores competindo entre nós mesmos.

Sob o capital, esse método de adestramento se tornou mundial: o dinheiro é o fim absoluto a que todos devem se submeter.

Sem dinheiro não podemos nem mesmo beber água. Se bebermos sem pagar, seremos alvo de cacetetes e levados à prisão. Falta pouco para inclusive o ar que respiramos se tornar uma propriedade privada.

Aliás, o dinheiro por si mesmo não é nada, é só uma coisa. O que o torna obrigatório (isto é, totalitário) é a privação generalizada de meios de vida. Sem o cercamento, a ditadura do dinheiro não teria base para ser imposta. É por isso que é falso opor Estado e propriedade privada, pois esta só priva graças ao Estado, graças a suas baionetas e cacetetes.

Humana Esfera, Setembro de 2010

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